À La Carte: Led Zeppelin – Sugar Mama (inédita)

O Led Zeppelin abrirá os cofres pela última vez no mês de julho, quando serão lançadas as versões remasterizadas dos três últimos álbuns do grupo inglês. Foi divulgada nesta segunda-feira dia 8, a interessante canção “Sugar Mama”, blues que conta com os poderosos vocais de Robert Plant, enquanto Jimmy Page explora os efeitos de slide da guitarra. A faixa foi gravada em 1968, em performance no Estádio Olímpico de Londres, com a intenção de que fizesse parte do autointitulado álbum de estreia do grupo. A canção, no entanto, permaneceu “esquecida” até agora. Em breve, ela integrará como faixa bônus no relançamento do álbum Coda, que chegou às lojas originalmente em 1982. A versão remasterizada do registro estará disponível para compra em 31 de julho.

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Led Zeppelin – IV

Led Capa

Led Zeppelin IV é o quarto álbum de estúdio da banda britânica de rock Led Zeppelin, foi lançado em 8 de novembro de 1971 e nunca recebeu um título oficial, por isso é conhecido apenas por Led Zeppelin IV. Assim que foi lançado, o disco alcançou o segundo lugar da Billboard 200 nos Estados Unidos, enquanto “Stairway to Heaven” tornou-se um sucesso nas rádios e embalou o álbum inteiro, que em dois meses tornou-se o mais comprado do ano e hoje em dia, já vendeu mais quarenta milhões de cópias pelo mundo, sendo assim um dos álbuns mais vendidos da história, além de ter recebido aclamação da crítica especializada e ser apontado até hoje como o disco de rock and roll mais importante de todos os tempos.

“Hey, hey mama. Said the way you move. Gonna make you sweat. Gonna make you groove.” (Black Dog)
E assim começa a faixa de abertura do disco e logo de cara pensei: Seria mais uma simples música inspirada na canção “Oh Well” do Fleetwood Mac? Não meus caros amigos, isso é um Led Zeppelin de pura magia abrindo um disco que se tornaria clássico. Os integrantes da banda adotaram neste disco a simbologia mistica no lugar de seus nomes, pois para o guitarrista Jimmy Page, os nomes e títulos não significam nada, só que ele mal sabia que este álbum iria possuir um significado histórico no rock mundial.

E devido a importância desde álbum, não poderia deixar de relatar uma das sensações únicas que tive em minha vida, não esquecerei o primeiro dia no qual cheguei em casa, após mais um dia de aula com esse disco embaixo dos braços. Faminto de comida e sedento por uma boa música, almocei sozinho e com o silêncio em casa, entrei para o meu quarto e coloquei este disco para rodar no último volume. Foi uma experiência extremamente prazerosa e muito mais deliciosa do que a sobremesa que gentilmente minha mãe deixou para mim na geladeira, antes de sair para mais um dia de trabalho.

“Stairway to Heaven”, por vezes é considerada a melhor composição da história da música moderna. Eu apenas a comparo com a “Bohemian Rhapsody” do fantástico álbum A Night at the Opera da banda Queen. Talento para a música os britânicos tinham e isso não podemos negar, mas já foi sugerido por várias pessoas que a introdução da música “Stairway to Heaven” é bastante parecida com a instrumental “Taurus”, gravada em 1968 pelo grupo Spirit. Realmente parece, mas vale ressaltar que a Taurus além de ser instrumental tem apenas 2:37 minutos, contra os 8:02 minutos incríveis da “Stairway to Heaven” que ainda por cima, tem uma letra muito inspirada que foi escrita pelo vocalista Robert Plant próximo a uma lareira numa noite fria:

– “Há uma senhora que está certa, tudo o que reluz é ouro, e ela está comprando uma escadaria para o céu”. Assim descreveu Plant e diferente desta senhora, eu não comprei a escadaria, mas certamente neste dia eu escalei o primeiro degrau, após o êxtase que este disco me deu e até nos dias de hoje ao ouvi-lo, sinto meu corpo voar pelo céu viajando no que de melhor o Led Zeppelin conseguiu nos proporcionar.

Faixas:

1- Black Dog
2- Rock and Roll
3- The Battle of Evermore
4- Stairway to Heaven
5- Misty Mountain Hop
6- Four Sticks
7- Going to California
8- When the Levee Breaks