Yes – Close To The Edge (1972)

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Close to the Edge é o quinto álbum da banda britânica de rock progressivo Yes. Tendo sido lançado em 1972 pela Atlantic Records, é considerado por muitos fãs e críticos a grande obra-prima da banda. O álbum também marca a saída do baterista Bill Bruford, que em junho de 1972, logo após o término das gravações do álbum, deixou a banda para tocar no King Crimson, tendo sido substituído por Alan White. Sem dúvidas é o álbum mais aceito do Yes no meio da cena do rock progressivo. Close to the Edge é um álbum conceitual que fala em foco, sobre a plenitude espiritual, o álbum e inspirado no romance de um escritor alemão Hermann Hesse chamado “Siddharta”, publicado em 1922.

A primeira faixa que dá nome ao álbum, tem 17 minutos sendo toda construída num imenso solo do guitarrista Steve Howe, uma base competente do baixista Chris Squire e o virtuosismo da voz de Jon Anderson. Certamente a canção assim como o resto do álbum, pode ser de difícil ingestão para o público não acostumado, especialmente nos dias de hoje em que o consumo de música parece cada vez mais superficial. Na segunda faixa “And You And I”, é uma balada com cerca de 10 minutos de duração, também baseada na história de Siddharta. Sua base de violão desemboca numa cobertura de teclados, que se desvanece para ser construída novamente. E fechando o álbum “Siberian Kathu” faz o papel de apagar das luzes do palco, uma melodia construída a partir das linhas de baixo de Squire. Não se sabe ao certo sobre o que a canção fala, mas alguns fãs apontam se basear em um grupo xamanista siberiano.

Close To The Edge possui apenas três faixas, com uma duração aproximada de 35 minutos, pode assustar e até gerar certa repulsa em um mundo que não tem mais tempo de parar para apreciar discos, mas continua sendo um dos mais finos retratos de um contexto em que entendia-se que, para a música avançar, era necessário aumentar a técnica e fugir das amarras tradicionais do formato pop. Close to the Edge é sem sombra de dúvidas mais um dos álbuns essenciais dentro de qualquer discografia de rock progressivo que se preze. Uma obra prima atemporal e que influenciou, influencia e seguirá influenciando por muitos e muitos anos músicos que queiram se aventurar nesse universo musical complexo, criativo, mas acima de tudo, desafiador.

Faixas do Álbum

01 – Close To The Edge
02 – And You and I
03 – Siberian Khatru

Pink Floyd – Wish You Were Here

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Wish You Were Here é o nono álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em Setembro de 1975. O álbum é um tributo ao seu fundador Syd Barrett e explora temas como a ausência e a deterioração mental que o músico teve devido o uso abusivo de drogas e assim tendo que abandonar precocemente a banda após a gravação do segundo disco “A Saucerful of Secrets” lançado em 1968. Reza uma lenda que o próprio apareceu no estúdio durante a gravação deste álbum e nem os membros da banda o reconheceram de imediato devido sua mutação e insanidade, desaparecendo novamente logo  depois  se tornando um recluso em sua residência.

Pink Floyd é certamente uma das bandas mais significativas em minha vida, antes de conhecer a música Floydiana eu só conhecia a banda de nome e cheguei a pensar que se tratava de uma banda de metal, afinal no começo dos anos 90 a grande moda era o metal ou grunge. Por coincidência ou não, esta capa (acima) tem tudo a ver com este dia no qual escrevo este texto, está um calor de invejar seres do inferno e não arriscaria a dar a mão para ninguém nas ruas de São Paulo em vão.

Tinha meus doze para treze anos e meu primo Fabiano ou as vezes Fabicha como era chamado carinhosamente por seus amigos e familiares mais zoeiros assim como eu, devido ele ser um grande fanático torcedor (sofredor) do São Paulo Futebol Clube e era realmente tão fanático que esquecia até de conhecer as menininhas (mas hoje em dia ele está casado e com mulher, antes que alguém me pergunte). Mas o fato é que fui com ele na casa de seu amigo de escola e que agora não recordo seu nome, só sei que este amigo era um grande colecionador de discos de vinil e ao ver aqueles discos empilhados em caixas, prateleiras e até na parede me despertou uma paixão enorme e se hoje sou um grande amante do Rock, este amigo do meu primo é o grande culpado (obrigado por me salvar do Funk). 

O primeiro vinil que peguei emprestado foi esta obra prima e logo de cara nos primeiros acordes de “Shine On You Crazy Diamond”, me fez ficar tão alucinado, que deixaria o doido original Syd Barrett com inveja e acabei fazendo este álbum rodar e rodar por várias semanas na vitrola antes de devolver após ter conseguido comprar o meu e até violão eu quis aprender para poder dedilhar a encantadora “Wish You Were Here”, canção esta que muitas vezes depois quando já tinha idade para apreciar coisas que o meu primo não tinha afeição (me perdoe pelo Cyberbullying) só para tocá-la em momentos românticos.

Este álbum está listado na 209ª posição da lista “500 Melhores Álbuns de Sempre” da revista Rolling Stone. David Gilmour e Richard Wright já declararam que “Wish You Were Here” é o álbum da banda favorito de ambos e certamente é o meu preferido também, obviamente aprecio a obra toda desses britânicos e com prazer escreverei sobre outros clássicos Floydiano, mas este como foi o primeiro disco de vinil, a gente nunca esquece.

Parte do complexo de estúdios da Warner Bros, onde a capa do álbum foi fotografada.

Parte do complexo de estúdios da Warner Bros, onde a capa do álbum foi fotografada.

PS. Se eu conseguir lembrar o nome do amigo do meu primo, eu faço questão de mencioná-lo.

Faixas:

01 – Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
02 – Welcome To the Machine
03 – Have a Cigar
04 – Wish You Were Here
05 – Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9)