Iron Maiden – Fear of The Dark (1992)

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Já que hoje é o aniversário do Bruce Dickinson, não poderia deixar de comentar sobre esta obra prima. “Fear of The Dark” é o nono álbum de estúdio da banda e foi o último disco de Bruce Dickinson, que deixou a banda para se dedicar a sua carreira solo até sua volta em 1999. Foi também o primeiro disco a ser produzido por Steve Harris, e o último a contar com Martin Birch (que se aposentou depois do lançamento). E além disso, a capa de Fear of the Dark, foi a primeira a não ser desenhada pelo artista Derek Riggs, sendo feita então por Melvyn Grant.

Este é sem dúvidas um dos meus álbuns mais marcantes, pois no começo dos anos 90 quando eu estava começando a curtir rock, já tinha influência dos meus pais em casa, que amam Beatles, Stones, Led, Floyd entre outras bandas anos 60/70. Mas tudo realmente mudou quando ouvi Sepultura, Maiden, Megadeth e o Metallica (antigo, é claro!), mas foi justamente ouvindo o Fear Of The Dark, que me despertou mais interesse em bandas pesadas e assim cai sem paraquedas no mundo do metal com todas suas vertentes e venho até hoje desbravando este tal mundo fantástico e desde então, não tive mais medo do escuro.

À La Carte: Attick Demons – City Of Golden Gates

Foi só o IRON MAIDEN anunciar o lançamento do seu novo álbum intitulado “The Book Of Souls”, juntamente com o seu respectivo tracklist, que começaram a pipocar diversos vídeos no Youtube fazendo-se passar pelas músicas anunciadas mas que na realidade não são composições da banda. Trata-se da banda portuguesa ATTICK DEMONS, cuja voz do vocalista é naturalmente parecida com a do Bruce Dickinson e quem não tem os ouvidos atentos, podem realmente acreditar que seja algo novo da Donzela.

Attick Demons se define com o objetivo de trazer o espírito do metal oitentista, especialmente da NWoBHM. Em 2012, os portugueses abriram para o W.A.S.P, na tour “30 Years Of Thunder”. A faixa abaixo é do álbum Atlantis, de agosto/2011. No vocal, Artur Almeida está acompanhado por Gonçalo Pais na bateria, João Clemente no baixo e pelo trio de guitarras Hugo Monteiro, Luis Figueira e Nuno Martins para tocar City Of Golden Gates. Indiscutivelmente o Attick Demons é uma cópia descarada da donzela de ferro, mas fica a dica para os fãs do Maiden que querem poder ouvir algo parecido, pelo menos até o tão aguardado lançamento  do álbum duplo “The Book Of Souls”.

À La Carte: Melyra – Silence

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A excelente sugestão do cardápio musical de hoje veio do nosso amigo Luke Cesar, então apresento agora este belíssimo (em todos os sentidos) petardo para degustarmos no almoço. Com pouco mais de dois anos de história, a banda Melyra, vem mostrando que metal está longe de ser só coisa de macho. Influenciadas principalmente pelo heavy metal tradicional oitentista, sua música tem muita garra, atitude, técnica e peso fundidos com elementos de outros estilos que carregam na bagagem. As meninas fazem um som direto e sem frescuras que vem se destacando no underground carioca. Atualmente, o grupo trabalha na divulgação de seu recente lançamento, o EP “Catch me if you can” (que traz um vocal super potente e guitarras poderosas, além da cozinha muito bem casada), com shows no estado do RJ e pretensões de alcançar todo o território nacional. Vale a pena conferir!

Iron Maiden – The Number Of The Beast

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The Number of the Beast é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. Foi lançado em março de 1982. O álbum traz algumas das suas mais famosas canções “The Number of the Beast”, “Run to the Hills” e “Hallowed Be Thy Name”. Foi o primeiro lançamento da banda à alcançar o topo das paradas de sucesso da UK Albums Chart, recebendo certificado de platina nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, e até hoje, já alcançou a marca das 16 milhões de cópias vendidas no mundo todo.

O que dizer sobre esta obra prima do heavy metal? Alguns irão dizer que não gostam e a maioria certamente o aclamaram. Álbum lindamente polêmico, não só pelas mídias em geral como também foi dentro da minha casa, quando coloquei na vitrola para rolar e pirar na clássica e eterna introdução de entrada da faixa titulo “The Number Of The Beast”, que foi tirada diretamente do livro Apocalipse (12:12) e (13:18), minha mãe ficou se benzendo, fazendo o sinal da cruz e o som rolando solto e hoje fico a pensar, se ela se assustou assim, imagina então o que seria se o ator e mestre do terror Vincent Price tivesse aceitado gravar a intro com aquela voz medonha (no bom sentido), acredito que minha mãe teria me queimado vivo junto do disco e ambos estaríamos no fogo eterno.

Mas ela me deixou vivo na terra, e as vezes só para livrar seus suaves ouvidos dos agudos do Bruce Dickinson, pedia para eu colocar o bolachão Revolver do The Beatles para ela ouvir e degustar como toda boa Beatlemaníaca. E assim sendo os anos se passaram, fazendo deste álbum um clássico do heavy metal guardado na minha estante ao lado do disco queridinho da mamãe. Com isso a música continuou juntando gerações no sofá para cantar no karaokê, indiferente de quem vem antes de quem entre “The Number Of The Beast” ou “Eleanor Rigby”, o que importa realmente é saber ouvir, cantar e ser feliz.

Faixas:

1 – Invaders
2 – Children of the damned
3 – The prisoner
4 – 22 Acacia avenue
5 – The number of the beast
6 – Run to the hills
7 – Gangland
8 – Total eclipse
9 – Hallowed be thy name

Ozzy Osbourne – Ozzmosis

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Ozzmosis é o sétimo álbum de estúdio do britânico Ozzy Osbourne. Lançado em 24 de outubro de 1995, o álbum alcançou o número 22 no Albums Chart Reino Unido e número quatro na americana Billboard 200 Albums. O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias só nos EUA. Ozzmosis foi gravado em quatro locais: nos estúdios 1995 at Guillaume Tell, em Paris (França), no Right Track Recording, Bearsville Studios e Eletric Lady Studios, ambos em Nova York e ainda contou com as participações de Geezer Butler no baixo e também o lendário tecladista do Yes, Rick Wakeman.

Qualquer álbum que fosse lançado depois de “No More Tears” não teria uma aceitação fácil, sendo que até hoje muitos afirmam ser o melhor álbum do Ozzy, então imagina a pressão que foi na época do lançamento de “Ozzmosis”. Sem tirar os méritos de “No More Tears” que é sensacional, eu prefiro deixar no topo o não menos fantástico “Ozzmosis”. Neste mesmo ano, passei a estudar em um nova escola e a única coisa que pensei no começo do ano era: Será que os meus futuros novos amigos gostam de rock?

Tinha me transferido de uma escola cheia de amigos, para uma outra repleta de desconhecidos, deixando para trás todos aqueles com os quais cresci ouvindo rock e compartilhando informações e o agora o meu próspero futuro o que traria para mim? Ah se eu fosse mais comportado, não teria sido convidado e me retirar de minha velha e amada escola, mas o que me confortava era que mais dez amigos também receberam o mesmo convite carinhoso para o bem de todos que ficaram, sem nós por lá a escola se tornaria um paraíso sem nenhum rock and roll. Nenhum deles foram para a mesma escola do que eu e assim aumentou meu receio de ser o único roqueiro do pedaço.

Ozzmosis foi o meu melhor amigo no final deste ano, juntamente com os demais novos amigos que ganhei. Sempre ouço esse disco com carinho e relembro daquela oitava série que no começo do ano achava que seria o pior ano letivo da minha vida e que de fato foi ao contrário. Um ano cheio de rock and roll, muitos amigos, festas e assim terminou meu último ano no diurno e novas emoções me esperava no ano seguinte já no noturno. Havia um bar rock quase que de frente para escola e muitos diziam que a noite era um reduto de cabeludos e marias shampoo. Bom, cabelo eu já tinha o suficiente e o que estava me faltando era encontrar a minha mariazinha, só que o mais importante para mim naquele momento, era estar vivendo minha metamorfose ao som de muito Ozzmosis e assim esperar sossegadamente pelo dia que ela irá me encontrar.

Faixas:

01 – Perry Mason
02 – Just Want You
03 – Ghost Behind My Eyes
04 – Thunder Underground
05 – See You On The Other Side
06 – Tomorrow
07 – Denial
08 – My Little Man
09 – My Jekyll Doesn’t Hide
10 – Old L.A. Tonight
11 – Aimee (Bonus)

Black Sabbath – Paranoid

Black Sabbath - Paranoid Paranoid é o segundo álbum de estúdio da banda de heavy metal Black Sabbath. Foi lançado em 1970 no Reino Unido, no dia exato da morte de Jimi Hendrix. É o álbum mais vendido da banda, possuindo alguns de seus maiores sucessos, como “Iron Man”,”War Pigs” e “Paranoid”. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Sua formação original era composta por Ozzy Osbourne (vocais), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) e juntos lançaram o primeiro trabalho em 1970 auto intitulado Black Sabbath. Foi um grande sucesso (oitavo lugar nas classificações inglesas) devido, em grande parte, à atmosfera histórica de faixas como “Black Sabbath”, “The Wizard” e “N.I.B.” e letras com referências explícitas a “demônios” e temas envolvendo ocultismo, que era uma novidade e uma polêmica nessa época. O disco, para muitos é o primeiro álbum de metal do mundo devido ser denso e distorcido.

E com este clima fantástico, ainda no mesmo ano foi lançado a obra prima Paranoid, no qual a banda investiu em um som mais pesado e com temáticas mais obscuras. O disco, aliás, teve várias mudanças em seu percurso. Primeiro, o nome seria War Pigs, música que abre o disco e uma clara referência à Guerra do Vietnã e depois com mais tempo para gravar, o Black Sabbath começou a desenvolver o som clássico do grupo e as letras traziam referências às drogas, sexo, problemas mentais e críticas à guerra.

Este disco eu peguei emprestado pela primeira vez com o meu amigo Claudecir, deixando com ele o meu bolachão do Metallica (Master Of Puppets) e fui para casa ouvir esta obra prima do Heavy Metal. Existem divergências quando se trata de Tony Iommi (guitarra), uns dizem que ele é o melhor guitarrista de Heavy Metal de todos os tempos e outros apenas dizem que ele contribuiu e criou o Heavy Metal para o mundo. Muitos citam  outros diversos guitarristas com qualidades técnicas avançadas, mas eu acho isso uma perda de tempo, pois cada um tem um gosto e aposto que fãs de Nirvana irão dizer que o Kurt Cobain foi o melhor guitarrista de todos os tempos.

Eu admiro a banda por ter feito discos pesados e o Black Sabbath realmente criou um novo estilo de música que não existia na época, inspiraram dezenas de milhares de bandas que evoluíram a música chegando ao extremo metal nos dias de hoje. Aos mestres, com carinho. 

Faixas:

1. “War Pigs”
2. “Paranoid”
3. “Planet Caravan”
4. “Iron Man”
5. “Electric Funeral”
6. “Hand of Doom”
8. “Fairies Wear Boots”