Mad Season: Em breve novo álbum

A grande e influente banda grunge Mad Season está em estúdio gravando novas músicas. Ainda que a formação do grupo tenha apenas dois de seus integrantes, já que os saudosos Layne Staley e John Baker Sounders nos deixaram há um bom tempo, os integrantes vivos do grupo resolveram se reunir com Duff McKagan (ex Guns N’ Roses) para gravar novas músicas.

Mike McCready (também do Pearl Jam) e Barrett Martin (também do Screaming Trees) revelaram na noite de ontem que a banda está em estúdio trabalhando em novos sons. Vale lembrar que recentemente um show do Mad Season foi celebrado em Seattle e contou, entre outros, com os vocais de Chris Cornell (Soundgarden).

Há chances de que, além do próprio Cornell, outros músicos influentes apareçam nessas canções, como Mark Lanegan e Peter Buck, por exemplo, com quem Martin já revelou estar sempre trabalhando. O único disco do grupo, Above, foi lançado em 1995.

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Discos que eu ouvi: METZ – II

Para quem gosta de ouvir Nirvana e Mudhoney, não podem deixar de conhecer a banda METZ. Banda canadense formada pelo vocalista Alex Edkins, o baixista Chris Slorach e o baterista Hayden Menzies, trio que faz muito barulho em estúdio ou ao vivo. Fazendo parte da gravadora Sub Pop desde 2011, eles já lançaram dois discos pelo selo: METZ (2012) e METZ II lançado agora em maio. Escrito e gravado durante a extensa turnê do grupo feita entre 2013 e 2014, o segundo registro em estúdio que, segundo a gravadora, “É a mais pura expressão do que eles vêm fazendo nos últimos anos”. E “Acetate” começa com um riff forte e pesado logo de cara, mostrando que eles não estão para brincadeira no quesito fazer barulho, ela é mais pesada do que 99% das músicas executadas nas rádios.

O começo de “The Swimmer” é um tanto assustador para quem não está acostumado com tanto barulho, mas logo vem a distorção e a sensação de estar em um show do Bad Brains no início de carreira é imensa. É punk e distorção em sua mais pura essência, enquanto “Spit You Out” é cheia de improvisos da melhor qualidade como há muito eu não ouvia. A curta “Zzyzx”, basicamente um guitarra distorcida ao fundo, acaba servindo de introdução para IOU”, essa um punk violento, cheio de energia, vocal gritado e veloz – e que música maravilhosa. Não bastasse a paulada anterior, “Landfill” chega para fazer ainda mais barulho nos ouvidos, porque é mais pesada e agressiva, e o mesmo se aplica em “Nervous System”, um punk puro do início ao fim.

Se nesse álbum existe alguma música que tem alguma chance, mesmo que minúscula ao quadrado, de tocar em alguma rádio é “Wait in Line”. O refrão um tanto grudento e o ritmo ajudam a fixá-la na cabeça rapidamente, mas tenho quase certeza que o pessoal achará pesada em demasia. Mas, calma, tudo volta ao normal na ótima “Eyes Peeled”, e eles encerram em “Kicking a Can of Worms”, quase um progressivo psicodélico repleto de guitarras altas e distorções. Esse disco merece elogios, pois é espetacular e fantástico. METZ II é trabalho que chama atenção de quem gosta de guitarras altas, muito improviso e momentos em que a banda parece ter se juntado para uma jam ou algo do tipo. É para ouvir com o volume alto e pulando junto.

Faixas do álbum:

1 – “Acetate”
2 – “The Swimmer”
3 – “Spit You Out”
4 – “Zzyzx”
5 – “IOU”
6 – “Landfill”
7 – “Nervous System”
8 – “Wait in Line”
9 – “Eyes Peeled”
10 – “Kicking a Can of Worms”

À La Carte: Superheaven – I’ve Been Bored

A banda americana Superheaven chamou a atenção de muita gente com seu disco de estreia Jar, lançado em 2013. Sendo assim, a expectativa em seu sucessor foi enorme, e o grupo promete agradar com Ours Is Chrome, que foi lançado em maio e mostra a sonoridade voltada ao rock alternativo e inspirada no grunge dos Anos 90.

Sobre o nome do álbum, a banda disse que quis mostrar como as pessoas imaginam que a vida de uma banda na estrada é cheia de regalias, prazeres e dinheiro, mas na verdade não tem nada disso. “É como algo cromado, parece belo no exterior, mas quando você quebra, vê a verdade.”

À La Carte: Mad Season Reunion Show – Long Gone Day

Em janeiro passado, numa sexta feira em Seattle, um show levou os fãs do grunge presentes à loucura. Por que? Simplesmente porque Chris Cornell, o vocalista do Soundgarden, se uniu ao guitarrista Mike McCready, do Pearl Jam, e o baixista Duff McKagan, ex-Guns n’ Roses, no elegantíssimo Benaroya Hall, em Seattle, para fazer um show totalmente voltado ao estilo das blusas de flanelas.

Apoiados do baterista Barrett Martin e da Orquestra Sinfônica de Seattle, o heróis do grunge reviveram músicas do projeto Mad Season, que tinha Layne Staley (que era do Alice In Chains) nos vocais. Para deixar o momento ainda mais com cara de noventista, Stone Gossard, Jeff Ament e Matt Cameron, do Pearl Jam, subiram ao palco e todos juntos tocaram canções de um outro projeto, o Temple of The Dog, atingido o ápice grunge da noite. Imagina a emoção da galera presente?

Eu aqui terminando meu almoço e me deparo com esta canção no grupo “I Am Mine” Pearl Jam Brasil do qual participo e por alguns segundos, aguardando minha sobremesa e já com água na boca, me flagrei com o seguinte pensamento: Bem que poderia ocorrer também um evento dessa grandeza em terras tupiniquins, seria o máximo, não é mesmo? Ah, e como seria!

À La Carte: Pearl Jam – Cropduster

Acordei com esta música na cabeça e está sendo a minha sobremesa após o almoço e por falar em Pearl Jam, foi anunciado mais uma data na América do Sul. A Colômbia será incluída na turnê e o PJ tocará no Estadio El Campín em Bogotá no dia 25 de novembro deste ano.

Parabéns Mike McCready!

mike-mc

Parabéns ao senhor Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, completando hoje 49 anos, simplesmente genial seus solos que me levaram para este mundo e hoje sou mais feliz por fazer parte da tribo grunge. Eu poderia estar escutando sertanejo, funk, roubando, matando.. Mas não, eu sou do Rock And Roll!

Páscoa amarga em Seattle

No dia 05/04 se foram Kurt Cobain e Layne Staley. O primeiro em 1994 e o segundo em 2002. E assim as duas bandas que explodiram justamente quando eu comecei a ouvir rock simplesmente desapareceram. Mas a obra permanece na prateleira de todos os saudosos.