Black Sabbath – Sabotage (1975)

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Sabotage é o sexto álbum de estúdio da banda de heavy metal inglesa Black Sabbath, foi lançado em 27 de Junho de 1975 e foi bem recebido, chegando ao sétimo lugar no Reino Unido, mas nos EUA ficou com a vigésima oitava posição, uma decepção depois de quatro discos seguidos figurando no Top 20. A Rolling Stone ficou empolgada na época e escreveu: “Sabotage não é somente o melhor desde Paranoid, mas pode ser o melhor que já lançaram.” O disco foi o último clássico indispensável da fase com Ozzy no grupo, visto que os próximos, Technical Ecstasy (1976) e Never Say Die! (1978) possuem pouca inspiração. A ideia de Iommi era lançar um álbum com uma sonoridade mais direta em oposição ao complexo disco anterior (Sabbath Bloody Sabbath), que continha muitos elementos de rock progressivo como orquestras, experimentos e ainda contava com a presença de Rick Wakeman, tecladista do Yes. “Poderíamos ter continuado ficando mais técnicos, utilizando orquestras e tudo mais, mas queríamos fazer um disco de rock.”, disse o guitarrista. Embora fosse essa a sua intenção, ouvindo o álbum percebe-se tons experimentais e ele soa bem variado, no geral.

O que dizer de um disco que começa com “Hole in the Sky”, onde um buraco no céu te leva para o paraíso de uma das melhores aberturas de um disco de heavy metal nos anos 70 do mundo, é uma típica pedrada do Sabbath, com direito aos riffs certeiros e marcantes de Iommi e letra mais profética que Geezer já escreveu, segundo o mesmo: “O mundo ocidental estava indo contra o oriente, o buraco na camada de ozônio, o futuro com os carros. Parecia que tudo que ficava ao leste da Europa representava uma ameaça. O Japão evoluindo no mundo dos negócios, Mao dominando a China, a União Soviética com a guerra nuclear e o Oriente Médio estava uma confusão, como sempre.”. Depois de uma pequena pausa para os ouvidos com belos dedilhados de “Don’t Start (Too Late)”, vem na sequencia a poderosa “Symptom of the Universe”, que traz um riff tão pesado quanto belo e a canção termina num lindo arranjo de violão. A música era sobre amor, destino e crença. Amor é a sintonia que nos leva adiante na vida. Morte é a cura, mas o amor nunca morre. Eu estava me sentindo religioso e tudo na minha vida parecia predestinado.”, comentou Geezer.

O clima sombrio vem depois com “Megalomania”, que finaliza com mais um empolgante riff. Na sequência, vem “The Thril of It All” com a súplica de Ozzy para Jesus. Isso mesmo: “Você não me ajudará Sr. Jesus – Você não vai me dizer se pode?”. Eles são mesmo de Deus, aquele morcego era de borracha (risos). Para finalizar mais uma obra-prima do Black Sabbath, a bem temperada e quase radiofônica “Am I Going Insane (Radio)” termina com gargalhadas e berros para a entrada triunfal dos gritos do Ozzy na magnífica “The Writ (includes “Blow on a Jug”)”. Uma curiosidade fica por conta da roupa que Bill veste na foto da capa. Acreditem, a calça leg vermelha pertencia à sua mulher, como ele explica: “Eu tinha um par de jeans que estava muito sujo, então minha mulher me emprestou uma calça. Para que minhas partes íntimas não ficassem muito salientes por baixo da roupa apertada, peguei uma cueca emprestada do Ozzy porque eu também não tinha nenhuma.”. O figurino do vocalista também não é dos melhores, com sua veste tipicamente japonesa que lhe rendeu a apelido de “homo in the kimono”, satirizado pelos seus companheiros. Esse visual desarmônico pode ser o reflexo de tudo que estavam passando. “É o caos personificado.”, comentou Butler sobre a capa.

 

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