Ministry – The Mind Is a Terrible Thing to Taste

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The Mind Is a Terrible Thing to Taste  é o quarto álbum de estúdio da banda de metal industrial Ministry, lançado em 1989. As músicas deste álbum se tornaram mais agressivas com letras mais climáticas, principalmente ao falar de corrupção política em “Thieves”, violência cultural em “So What”, degradação ambiental e guerra nuclear em “Breathe”, dependência de drogas na “Burning Inside” e loucura na “Cannibal Song”. O álbum alcançou a posição #163 em os EUA e foi certificado Ouro pela RIAA por vendas superiores a 500.000 unidades em dezembro de 1995.

Este foi o primeiro álbum dessa banda incrível no qual tive o imenso prazer de ter comprado e foi  através do Ministry, que conheci vários outros estilos de música. Quem ouvia a 89 FM (Rádio Rock de SP) na década de 90, com certeza se lembra do programa 80 e Noise Total e mesmo quem não era tão ligado nos sons extremos do heavy metal se sentia atraído pela apresentação de Pepe Gonzales, personagem de Juan Pastor (hoje produtor do Pânico na TV e da Jovem Pan FM). Esteve no ar nas tardes de domingo e suas vinhetas era as melhores e sempre com muito humor. (ouça algumas vinhetas do programa aqui).

Depois de muita pesquisa e papos com os amigos, pois na época ainda não existia internet, acabei descobrindo que uma das faixas que abria o programa era do Ministry e era uma música tão intensa que quase viro fã da banda por uma música só. Foi quando comecei a garimbar materiais sobre a banda e toda vez que passava pela loja de discos não tinha nada. Até que um dia sem nada procurar, entro na loja como de costume para dizer um olá para amigos e eis a surpresa: “The Mind Is a Terrible Thing to Taste” etiquetado e lacrado ali na prateleira de novidades e como não podia ouvi-lo para saber se continha a canção da abertura do programa, acabei comprando sem pensar duas vezes.

E também tive dois sentimentos, o primeiro foi de “desilusão” pois não continha a faixa que tanto procurava, descobri tempos depois que a música em questão estava no sucessor deste álbum, o tão aclamado “Psalm 69” e o segundo sentimento era de algo que nunca tinha ouvido antes, era um metal industrial muito bem produzido. Como se estivesse saindo do inferno para o céu (ou ao contrário na ideologia do metal) me ausentando daquele arroz com feijão de bateria, baixo e guitarra entrando no mundo dos sintetizadores, samples e com isso em pouco tempo esse disco facilmente já era mais que queridinho.

Disco este que me abriu um novo cenário musical como Synthpop, New Wave e até Dark Wave que teoricamente me levaram a conhecer o cenário mais sombrio do Doom Metal, passando assim por vários estilos e experiências diferentes que nenhum tipo de droga sintética de laboratório poderia me dar. A única viagem sintética que eu queria era a música e essa sim me fazia viajar em loucuras e sonhos repletos de samples.

Faixas:

01 – Thieves
02 – Burning Inside
03 – Never Believe
04 – Cannibal Song
05 – Breathe
06 – So What
07 – Test
08 – Faith Collapsing
09 – Dream Song

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George Harrison – All Things Must Pass

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All Things Must Pass é o primeiro álbum solo de George Harrison, ex guitarrista da banda The Beatles, lançado em novembro de 1970, após a separação da sua antiga banda. Foi também o primeiro álbum triplo a ser lançado por um único artista e o álbum é considerado por muitos críticos de música como o melhor trabalho solo de George Harrison. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Disco com cara de infância, essa é uma das vantagens de ter uma mãe beatlemaniaca. Desde pequeno ouvia a oração “My Sweet Lord” em devoção ao Hindu God Krishna, um verdadeiro mantra em louvor a Deus. (Talvez apenas “Imagine” possa rivalizar com essa faixa em todo o catálogo solo dos ex-integrantes dos Beatles). Eu tive o prazer de poder degustá-la desde a época que ainda morava no útero. Logo após o lançamento do álbum, George foi acionado pela justiça e posteriormente condenado sobre acusação de plágio, pois “My Sweet Lord “era incrivelmente semelhante a “He’s So Fine”, sucesso do The Chiffons em 1963 e teve que ceder parte dos royalties das vendas de All Things Must Pass aos Chiffons.

All Things Must Pass é certamente um disco que carrega a história, a faixa título chama mais a atenção dando a entender que George se sentia aliviado com a separação dos Beatles e com o que viria  acontecer no futuro. George partiu cedo demais para encontrar o senhor e ao contrário do que escreveu em sua maior canção, acabou não demorando muito tempo. Por ter sido concebido no formato triplo, custou uma boa grana aos bolsos de minha mãe, que ainda era estudante quando o mesmo chegou as lojas e hoje é uma peça de coleção de valor inestimável. É muito difícil dizer qual Beatle foi ou ainda é o mais querido, mas certamente para mim, este é indiscutivelmente o melhor disco solo lançado entre todos os ex Beatles.

Faixas:

Lado A
1 – I’d Have You Anytime (2:56)
2 – My Sweet Lord (4:38)
3 – Wah-Wah (5:35)
4 – Isn’t It a Pity [versão 1] (7:08)

Lado B
5 – What Is Life (4:22)
6 – If Not for You (3:29)
7 – Behind That Locked Door (3:05)
8 – Let It Down (4:57)
9 – Run of the Mill (2:49)

Lado C
10 – Beware of Darkness (3:48)
11 – Apple Scruffs (3:04)
12 – Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll) (3:46)
13 – Awaiting on You All (2:45)
14 – All Things Must Pass (3:44)

Lado D
15 – I Dig Love (4:55)
16 – Art of Dying (3:37)
17 – Isn’t It a Pity [versão 2] (4:45)
18 – Hear Me Lord (5:46)

Lado E
19 – Out of the Blue (11:14)
20 – It’s Johnny’s Birthday (0:49)
21 – Plug Me In (3:18)

Lado F
22 – I Remember Jeep (8:07)
23 – Thanks for the Pepperoni (5:31)

Pearl Jam – Sirens

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Sirens para mim é a sequencia de vida descrita na canção Black, claro que não instrumentalmente, mas sim pelo conteúdo da letra que a banda quis transmitir. É uma letra que contém um sentimento de dor, que começou na Black relatando alguém que se foi, uma perca declarada mais que poderia ser um amor verdadeiro, uma vida que facilmente poderia ser vivida juntos e para sempre.

Enquanto a Sirens mostra em sua letra um relacionamento duradouro e agora achamos a fórmula para dar certo, não somos mais tão jovem e temos agora experiência de vida, diferente dos tempos da Black, mas infelizmente mesmo com toda essa bagagem de vida sabemos que iremos perder quem amamos, pois tudo acaba e todos nós morremos e quando a pessoa que amamos está perto de nós, o medo vai embora, como diz no final:  ♫♪ I studied your face, the fear goes away, The fear goes away….. The fear goes away ♪♫ 

Na Black tínhamos um amor que não deu certo, mas tinha tudo para ser completo e na Sirens temos um amor completo, mas sabemos que o tempo irá nos tirar e esse medo da morte transforma a Sirens numa linda canção de angustia, dor, amor e força de vontade para viver todos os dias como se fosse único. Essa é a minha impressão de Sirens e escute as sirenes ecoando em seu coração e perceberá o quanto grandiosa é está canção.

Led Zeppelin – IV

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Led Zeppelin IV é o quarto álbum de estúdio da banda britânica de rock Led Zeppelin, foi lançado em 8 de novembro de 1971 e nunca recebeu um título oficial, por isso é conhecido apenas por Led Zeppelin IV. Assim que foi lançado, o disco alcançou o segundo lugar da Billboard 200 nos Estados Unidos, enquanto “Stairway to Heaven” tornou-se um sucesso nas rádios e embalou o álbum inteiro, que em dois meses tornou-se o mais comprado do ano e hoje em dia, já vendeu mais quarenta milhões de cópias pelo mundo, sendo assim um dos álbuns mais vendidos da história, além de ter recebido aclamação da crítica especializada e ser apontado até hoje como o disco de rock and roll mais importante de todos os tempos.

“Hey, hey mama. Said the way you move. Gonna make you sweat. Gonna make you groove.” (Black Dog)
E assim começa a faixa de abertura do disco e logo de cara pensei: Seria mais uma simples música inspirada na canção “Oh Well” do Fleetwood Mac? Não meus caros amigos, isso é um Led Zeppelin de pura magia abrindo um disco que se tornaria clássico. Os integrantes da banda adotaram neste disco a simbologia mistica no lugar de seus nomes, pois para o guitarrista Jimmy Page, os nomes e títulos não significam nada, só que ele mal sabia que este álbum iria possuir um significado histórico no rock mundial.

E devido a importância desde álbum, não poderia deixar de relatar uma das sensações únicas que tive em minha vida, não esquecerei o primeiro dia no qual cheguei em casa, após mais um dia de aula com esse disco embaixo dos braços. Faminto de comida e sedento por uma boa música, almocei sozinho e com o silêncio em casa, entrei para o meu quarto e coloquei este disco para rodar no último volume. Foi uma experiência extremamente prazerosa e muito mais deliciosa do que a sobremesa que gentilmente minha mãe deixou para mim na geladeira, antes de sair para mais um dia de trabalho.

“Stairway to Heaven”, por vezes é considerada a melhor composição da história da música moderna. Eu apenas a comparo com a “Bohemian Rhapsody” do fantástico álbum A Night at the Opera da banda Queen. Talento para a música os britânicos tinham e isso não podemos negar, mas já foi sugerido por várias pessoas que a introdução da música “Stairway to Heaven” é bastante parecida com a instrumental “Taurus”, gravada em 1968 pelo grupo Spirit. Realmente parece, mas vale ressaltar que a Taurus além de ser instrumental tem apenas 2:37 minutos, contra os 8:02 minutos incríveis da “Stairway to Heaven” que ainda por cima, tem uma letra muito inspirada que foi escrita pelo vocalista Robert Plant próximo a uma lareira numa noite fria:

– “Há uma senhora que está certa, tudo o que reluz é ouro, e ela está comprando uma escadaria para o céu”. Assim descreveu Plant e diferente desta senhora, eu não comprei a escadaria, mas certamente neste dia eu escalei o primeiro degrau, após o êxtase que este disco me deu e até nos dias de hoje ao ouvi-lo, sinto meu corpo voar pelo céu viajando no que de melhor o Led Zeppelin conseguiu nos proporcionar.

Faixas:

1- Black Dog
2- Rock and Roll
3- The Battle of Evermore
4- Stairway to Heaven
5- Misty Mountain Hop
6- Four Sticks
7- Going to California
8- When the Levee Breaks