Radkey – Out Here In My Head

Não sei se acontece com alguns de vocês, mas é difícil eu gostar de algo logo de cara. Talvez ainda não esteja pronto para abandonar o passado. Apresento agora para vocês degustarem um power trio americano vindo de  St. Joseph em Missouri. Três irmãos que possuem uma enorme influência de Misfits, Bad Brains, Black Flag e muito Hardcore Old School. Os garotos tem tudo para obterem um futuro promissor e fazerem de sua cidade não ser apenas lembrada por também ser a cidade natal do Rapper Eminem.

Iron Maiden – The Number Of The Beast

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The Number of the Beast é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. Foi lançado em março de 1982. O álbum traz algumas das suas mais famosas canções “The Number of the Beast”, “Run to the Hills” e “Hallowed Be Thy Name”. Foi o primeiro lançamento da banda à alcançar o topo das paradas de sucesso da UK Albums Chart, recebendo certificado de platina nos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, e até hoje, já alcançou a marca das 16 milhões de cópias vendidas no mundo todo.

O que dizer sobre esta obra prima do heavy metal? Alguns irão dizer que não gostam e a maioria certamente o aclamaram. Álbum lindamente polêmico, não só pelas mídias em geral como também foi dentro da minha casa, quando coloquei na vitrola para rolar e pirar na clássica e eterna introdução de entrada da faixa titulo “The Number Of The Beast”, que foi tirada diretamente do livro Apocalipse (12:12) e (13:18), minha mãe ficou se benzendo, fazendo o sinal da cruz e o som rolando solto e hoje fico a pensar, se ela se assustou assim, imagina então o que seria se o ator e mestre do terror Vincent Price tivesse aceitado gravar a intro com aquela voz medonha (no bom sentido), acredito que minha mãe teria me queimado vivo junto do disco e ambos estaríamos no fogo eterno.

Mas ela me deixou vivo na terra, e as vezes só para livrar seus suaves ouvidos dos agudos do Bruce Dickinson, pedia para eu colocar o bolachão Revolver do The Beatles para ela ouvir e degustar como toda boa Beatlemaníaca. E assim sendo os anos se passaram, fazendo deste álbum um clássico do heavy metal guardado na minha estante ao lado do disco queridinho da mamãe. Com isso a música continuou juntando gerações no sofá para cantar no karaokê, indiferente de quem vem antes de quem entre “The Number Of The Beast” ou “Eleanor Rigby”, o que importa realmente é saber ouvir, cantar e ser feliz.

Faixas:

1 – Invaders
2 – Children of the damned
3 – The prisoner
4 – 22 Acacia avenue
5 – The number of the beast
6 – Run to the hills
7 – Gangland
8 – Total eclipse
9 – Hallowed be thy name

Queen – A Night At The Opera

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A Night At The Opera” é o quarto álbum de estúdio da banda britânica de rock Queen, lançado em 1975. Canções como “Bohemian Rhapsody” e “Love of my Life” fizeram grande sucesso, sendo executadas em praticamente todos os concertos do grupo desde então. O título “A Night At The Opera” foi tirado do filme homônimo de comedia feito em 1935 pelos irmãos Marx. É um dos melhores álbuns lançados pelo Queen, na verdade a banda liderada por Freddie Mercury lançou um dos melhores álbuns da história do rock. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Ter ouvido este disco na adolescência significou muito para mim, me ajudando a ganhar anos de experiência e não apenas musical, mas de vida também, após ter refletido sobre suas canções e letras emblemáticas. Este disco eu ouvi muito e por isso posso dizer que ele é complicado de entender na primeira audição, mas nas seguintes ou você se apaixona pela banda ou indiscutivelmente tem que saber respeitar a obra, mesmo não gostando de Queen. “A Night At The Opera” é um disco grandioso de um valor inestimável e foi assim que comecei admirar a banda e sentir a música com outros ouvidos. Sua ópera rock, baladas e agressividade ao lado de letras repleta de poesia e vários sentidos de interpretação, fez minha mente expandir-se para tudo aquilo que poderia ser diferente e sem ter medo de tentar, mesmo se desse algo errado no caminho e a inspiração veio da fantástica canção “Bohemian Rhapsody”.

Em uma entrevista Brian May declarou:

– “É a canção mais inovadora do disco, dividida em três partes e sem refrão e foi recebida com descaso pela gravadora do grupo. A Night At The Opera custou mais de duzentas mil libras esterlinas, tornando-se na época o disco mais caro já feito; com esse custo, toda a diretoria da gravadora ficou preocupada com seu desempenho temendo uma possível falência caso as vendas não fossem satisfatórias. O Queen sabia na época que caso o álbum não fosse um sucesso, a banda não teria escolha a não ser separar e vender seus bens pessoais para cobrir os gastos da empresa, mesmo assim corremos o risco e foi o álbum de maior sucesso da banda”.

“Bohemian Rhapsody” é talvez a música mais conhecida da história do rock, comparo apenas com a Stairway To Heaven do Led Zeppelin. Além disso, ainda tem a faixa“Seaside Rendezvous”, canção feita com sopros e barulhos produzidos pela boca, substituindo instrumentos musicais e passando aquele clima antigo. Se fecharmos os nossos olhos, conseguimos sentir e imaginar como seria voltar para os anos 30 com vários cavalheiros de cartolas junto de suas damas de sombrinhas e longos vestidos correndo para um encontro a  beira mar.  Por ironia ou não a segunda canção de maior sucesso do álbum foi a “Love of My Life”, letra escrita por Freddie Mercury em homenagem a Mary Austin, com quem teve um relacionamento no início dos anos 70 e que manteve uma forte amizade até a sua morte, em 1991. Freddie declarou que se sentia sozinho e o mais intrigante é que a sua letra inspira o amor até hoje. Jamais terei o talento de Freddie, mas quem sabe diferente dele, eu possa ter mais sorte no amor, pois de qualquer jeito o vento sopra (anyway the wind blows), exatamente como termina a letra da sua obra prima boêmica.

Faixas:

  1. “Death on Two Legs (Dedicated to…)“
  2. “Lazing on a Sunday Afternoon”
  3. “I’m in Love with My Car”
  4. “You’re My Best Friend“
  5. “39”
  6. “Sweet Lady”
  7. “Seaside Rendezvous”
  8. “The Prophet’s Song”
  9. “Love of My Life”
  10. “Good Company”
  11. “Bohemian Rhapsody”
  12. “God Save the Queen”

Blue Oyster Cult – Joan Crawford

BÖC é sem dúvidas uma das bandas mais subestimadas do rock, uma banda incrível e também uma das minhas favoritas, contendo letras temáticas baseadas em literatura de horror e ficção científica. As músicas giram em torno de monstros lendários, maldições, vampiros e ocultismo. Para quem quer escapar do fantasma do Carnaval, venha para o mundo imaginário de Blue Oyster Cult

(Christina… Mother’s home!
No, no no no, no no no no no no no no
Come to Mother…Christina…)

Ozzy Osbourne – Ozzmosis

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Ozzmosis é o sétimo álbum de estúdio do britânico Ozzy Osbourne. Lançado em 24 de outubro de 1995, o álbum alcançou o número 22 no Albums Chart Reino Unido e número quatro na americana Billboard 200 Albums. O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias só nos EUA. Ozzmosis foi gravado em quatro locais: nos estúdios 1995 at Guillaume Tell, em Paris (França), no Right Track Recording, Bearsville Studios e Eletric Lady Studios, ambos em Nova York e ainda contou com as participações de Geezer Butler no baixo e também o lendário tecladista do Yes, Rick Wakeman.

Qualquer álbum que fosse lançado depois de “No More Tears” não teria uma aceitação fácil, sendo que até hoje muitos afirmam ser o melhor álbum do Ozzy, então imagina a pressão que foi na época do lançamento de “Ozzmosis”. Sem tirar os méritos de “No More Tears” que é sensacional, eu prefiro deixar no topo o não menos fantástico “Ozzmosis”. Neste mesmo ano, passei a estudar em um nova escola e a única coisa que pensei no começo do ano era: Será que os meus futuros novos amigos gostam de rock?

Tinha me transferido de uma escola cheia de amigos, para uma outra repleta de desconhecidos, deixando para trás todos aqueles com os quais cresci ouvindo rock e compartilhando informações e o agora o meu próspero futuro o que traria para mim? Ah se eu fosse mais comportado, não teria sido convidado e me retirar de minha velha e amada escola, mas o que me confortava era que mais dez amigos também receberam o mesmo convite carinhoso para o bem de todos que ficaram, sem nós por lá a escola se tornaria um paraíso sem nenhum rock and roll. Nenhum deles foram para a mesma escola do que eu e assim aumentou meu receio de ser o único roqueiro do pedaço.

Ozzmosis foi o meu melhor amigo no final deste ano, juntamente com os demais novos amigos que ganhei. Sempre ouço esse disco com carinho e relembro daquela oitava série que no começo do ano achava que seria o pior ano letivo da minha vida e que de fato foi ao contrário. Um ano cheio de rock and roll, muitos amigos, festas e assim terminou meu último ano no diurno e novas emoções me esperava no ano seguinte já no noturno. Havia um bar rock quase que de frente para escola e muitos diziam que a noite era um reduto de cabeludos e marias shampoo. Bom, cabelo eu já tinha o suficiente e o que estava me faltando era encontrar a minha mariazinha, só que o mais importante para mim naquele momento, era estar vivendo minha metamorfose ao som de muito Ozzmosis e assim esperar sossegadamente pelo dia que ela irá me encontrar.

Faixas:

01 – Perry Mason
02 – Just Want You
03 – Ghost Behind My Eyes
04 – Thunder Underground
05 – See You On The Other Side
06 – Tomorrow
07 – Denial
08 – My Little Man
09 – My Jekyll Doesn’t Hide
10 – Old L.A. Tonight
11 – Aimee (Bonus)

White Zombie – La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1

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La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1 é o terceiro álbum de estúdio da banda de metal groove industrial White Zombie, lançado em março de 1992. Este disco é um pandemônio sonoro com riffs de metal conduzindo um clima de horror sugado diretamente da fonte de bandas como The Cramps, Kiss, Misfits, Black Sabbath e Alice Cooper. Possui uma massa ectoplásmica de samples que iam de filmes como Faster, Pussycat! Kill! Kill! e Despertar dos Mortos à Plano 9 do Espaço Sideral e O Massacre da Serra Elétrica. Em suma: irresistível.

Quando eu ouvi a introdução da “Welcome to Planet Motherfucker/Psychoholic Slag” bati a cabeça contra a parede sem dó, tive que parabenizar mentalmente a banda pelo som maravilhoso que estava degustando, cheio de samples horrorizando ouvidos sensíveis. Eu já tinha uma grande admiração por filmes de horror/terror e o White Zombie veio para juntar os filmes horrorosos (no bom sentido) ao metal de uma forma grandiosa. O nome da banda foi inspirado no filme homônimo de 1932, estrelado pelo mestre do terror Bela Lugosi. As letras deste álbum é algo que merece destaque, por ser completamente fantasioso fugindo de temas sobre a vida real. Inspirado nos temas e fantasias de horror surrealistas.

Já tinha desgastado muito este disco na minha vitrola, até chegarmos ao ano de 1996 quando foi anunciado que a banda viria se apresentar no extinto festival Hollywood Rock. A banda tocou na terceira noite do evento que ainda contou com as apresentações de Pato Fu, Supergrass, The Smashing Pumpkins e The Cure. Esse dia foi inesquecível e ainda tive o prazer de conhecer ao vivo o The Cure, banda na qual eu iria logo mais me aprofundar em sua discografia e não poderia ser diferente, depois de assisti-los fechando a noite de forma esplêndida, mantendo o clima tenebroso iniciado com o White Zombie.

A banda infelizmente encerrou suas atividades oficialmente em 1998. O vocalista Rob Zombie continuou assustando e deflorando ouvidos sensíveis em sua bem sucedida carreira solo e digo o mesmo que já foi dito antes pelo Lord Drácula, personagem do ator Bela Lugosi:
– “Ouça-os crianças da noite. Que música que eles fazem”.
Por coincidência ou não, escrevo este texto numa sexta feira 13 e se não ouvirem, terão seus pés puxados para baixo da cama nesta noite. Desejo a todos os amantes do gênero, tanto música como filmes, que o horror possa transformar seus pesadelos em sonhos, assim como sempre fez com os meus e mantenha seus pés embaixo das cobertas para o seu próprio bem.

Faixas:

1. “Welcome to Planet Motherfucker/Psychoholic Slag”
2. “Knuckle Duster (Radio 1-A)”
3. “Thunder Kiss ’65”
4. “Black Sunshine”
5. “Soul-Crusher”
6. “Cosmic Monsters Inc.”
7. “Spiderbaby (Yeah-Yeah-Yeah)”
8. “I Am Legend”
9. “Knuckle Duster (Radio 2-B)”
10. “Thrust!”
11. “One Big Crunch”
12. “Grindhouse (A Go-Go)”
13. “Starface”
14. “Warp Asylum”

Green Day – Dookie

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Dookie é o terceiro álbum de estúdio lançado pela banda em 1º de fevereiro de 1994, tornou-se uma sensação no cenário musical mundial, causou grandes controvérsias na comunidade do punk rock, muitas críticas alegando que a banda estava se vendendo. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Em 1994 estava na moda o Grunge e o Metal e simplesmente do nada explode o Green Day emplacando um single atrás do outro e sendo a banda do momento na MTVilson (como acostumávamos carinhosamente chamá-la). Para mim foi muito bom, pois já gostava de música pesada e este álbum trouxe velocidade com refrão estilo pop se é que posso assim dizer.

Claro que a moda da maconha também existia e muitos modinhas ouvia a banda apertando um belo fininho, mas para mim o que dava loucura era bater a cabeça com os amigos ouvindo um bom som pesado e esse álbum conseguiu mesclar tudo. Pela primeira vez eu vi juntar os Headbanguers com os Punk Rocks nas baladas e não tinha quebra quebra, apesar da rixa que existia entre as galeras.

Uma besteira tremenda, pois a música é universal, mas quando se tem 15 anos conseguimos algumas vezes “aceitar” certas cretinices e numa dessas vezes acabei voltando para casa com o nariz danificado, depois de um corre corre no mosh (também conhecido como roda-punk ou ciranda-punk) contra carecas com correntes que usavam como cintos para segurar as calças cheias de rasgos.  O preto e o colorido se juntou, as minhas roupas pretas de caveira junto com os amigos calopsitas punks de topetes coloridos e assim todos nós ficamos felizes ouvindo rock and roll para sempre.

Faixas:

  1. Burnout
  2. Having a Blast
  3. Chump
  4. Long View
  5. Welcome to Paradise
  6. Pulling Teeth
  7. Basket Case
  8. She
  9. Sassafras Roots
  10. When I Come Around
  11. Coming Clean
  12. Emenius Sleepus
  13. In The End
  14. F.o.d.

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Whitesnake – 1987

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Whitesnake (também conhecido como Serpens Albus no Japão e 1987 na Europa) é o oitavo álbum de estúdio da banda britânica de hard rock Whitesnake. O seu lançamento oficial ocorreu no dia 7 de abril de 1987. O álbum foi um grande sucesso de vendas atingindo a marca de mais de oito milhões de cópias somente nos EUA.

O ano agora era 1997 e a rádio 89 FM (rádio rock de SP) estava completando 12 anos e para comemorar, fomos presenteados com um grande show no estádio do Parque Antártica (estádio do Palmeiras) e a banda principal do evento era nada mais e nada menos do que a banda do senhor David Coverdale e cia.

O show era mais do que esperado, além do Whitesnake como atração principal, ainda tinha o Megadeth, Queensrÿche e o Charlie Brown Jr abrindo a noite e representando o Brasil na festa de aniversário. O anúncio oficial do show me deixou de cabelo em pé e dias depois eu com meus amigos André e Beto estávamos passando em frente a loja de discos e achamos esta obra prima em promoção. Obviamente ficamos felizes e entramos para comprar, mas infelizmente só tinha duas cópias na loja e estávamos em três e advinha quem perdeu no par ou impar? Se você pensou que foi eu, parabéns você acertou. Realmente fiquei triste em ver meus amigos sorrindo com o álbum em suas mãos e eu chupando o dedo.

O pior ainda estava por vir, tinha me esquecido de um detalhe sobre o show: O preço do ingresso. Nesta época eu não estava trabalhando e a minha mesada (que estava economizando) não era suficiente para o ingresso, passagens, alimentação e etc, foi quando vi minhas esperanças sendo minadas, até que no dia no qual meus amigos iriam comprar os ingressos, minha mãe me fez uma proposta (chantagem) e se ofereceu para pagar o ingresso e em troca queria que eu pintasse a casa, ela disse que como estava chegando o final de ano, era sempre bom dar um trato no visual para o natal e quem sou eu para dizer não.

E assim consegui o meu ingresso e no dia do show fiquei pintando minha casa até o meio dia, almocei, tomei banho e vesti meu manto do Whitesnake e fui pra o show e nem percebi que o meu cabelo estava com tinta, mas quem liga para isso quando se trata do dia mais feliz de sua vida? Com tinta ou sem tinta, ouvir a voz do Coverdale ao vivo sempre arrepia.

Faixas:

  1. “Still of the Night”
  2. “Bad Boys”
  3. “Give Me All Your Love”
  4. “Looking for Love”
  5. “Crying in the Rain ’87”
  6. “Is This Love”
  7. “Straight for the Heart”
  8. “Don’t Turn Away”
  9. “Children of the Night”
  10. “Here I Go Again ’87”
  11. “You’re Gonna Break My Heart Again”

Eddie Vedder na praça

Montagem feita por Suzy Vedder.

Como eu sou um Better Man, fui romântico durante o Last Kiss com a Jill McCormick (minha sem bunda preferida, sou um Soldier of Love) no banco da praça. Ela se foi e eu fiquei Just breath, quando senti um Thin Air me deixando em uma situação meio Black. Preciso correr, pois I Got Shit justamente quando a Sirens do meu estômago me cobra uma Evacuation e nesta altura não posso mais ir contra a Force of Nature.