Eagles – Hotel California

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Hotel California é o quinto álbum de estúdio da banda Eagles e também o nome da música de maior sucesso do grupo, lançado no dia 8 de dezembro de 1976. Demorou oito meses para ser gravado, entre março e outubro de 1976. Além da faixa-título o disco possui outros grandes sucessos como “New Kid In Town” e “Life In The Fast Lane”. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Era impossível alguém dizer que nunca tinha ouvido a faixa Hotel California, inclusive eu mesmo estando em uma época na qual os meu discos em sua grande maioria ainda eram os de metal e mesmo assim era “obrigado” a ouvir em algum lugar. Tocava em todas as rádios ambientes de São Paulo e não seria uma coincidência se por acaso ouvisse a canção tocando dentro de algum elevador de empresas ou até de condomínios. Engraçado que a minha mãe adorava esta música e todas as vezes que íamos para o centro da cidade (eu sempre entrava na loja de discos) ela perguntava se eu não queria comprar este disco e eu sempre desconversava, pois eu queria outras bandas para balançar a cabeça e não para dormir e assim soando muitas vezes como egoísta.

Até que um dia novamente estávamos dentro da loja e ela viu o disco ali num cantinho, eu estava pensando em comprar outra coisa, mas naquele instante me bateu um momento diferente, uma vontade de tentar ouvir outras coisas e fiquei pensando:
– Quem sabe possa ser bom não é mesmo?
Acabei abdicando do que iria comprar e trouxemos este belo clássico para casa e assim deixando minha mãe feliz (ficou semanas sem sair do toca discos) e eu também curti muito, percebi que este disco é excelente para ouvir numa tarde qualquer ou em noites frias de domingos vendo o luar, pingos de chuva caindo do telhado e acompanhado de uma xícara de chocolate quente (ou uma bebida afrodisíaca a dois)

Hotel California é um disco que transmite muita paz, alegria e acalma a alma em momentos de turbilhão de sentimentos. Consegui sentir algo diferente e me fez muito bem, foi a partir deste momento que comecei a ser eclético, passando a ouvir todos os tipos de música e hoje posso afirmar que foi a melhor coisa que fiz na vida. Gosto de muitas bandas e não gosto de poucas e tudo começou neste clássico que poucas pessoas dão valor ou se quer pararam para ouvir por puro preconceito musical e mal sabem o prazer que este álbum pode proporcionar. Ouça no volume máximo, este disco pode mudar sua vida. #mudeparamelhor

Faixas:

01 – Hotel California
02 – New kid in town
03 – Life in the fast Lane
04 – Wasted Time
05 – Wasted time (Reprise)
06 – Victim of Love
07 – Pretty Maids All in a Row
08 – Try and Love Again
09 – The Last Resort

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Ira – Vivendo e Não Aprendendo

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Ira! é uma banda brasileira formada em 1981, na cidade de São Paulo. A banda anunciou seu término em setembro de 2007 e retomou suas atividades no início de 2014. Vivendo e Não Aprendendo foi lançado em agosto de 1986. É considerado por muitos fãs e também por especialistas como o melhor álbum nacional dos anos 80 (por conter muitas faixas que se tornariam grandes sucessos).

No final dos anos 80, começo dos anos 90 a grande maioria dos meus amigos era da galera da metal e passávamos horas ouvindo Metallica, Megadeth, Slayer e muito outros thrash metal que fazia a cabeça da rapaziada e a música nacional era deixado de lado, pois muitos achavam que não tinha qualidade, não tinha pegada, aqueles riffs matadores e consideravam as bandas nacionais um modismo de rádio FM.

Eu ainda não tinha uma opinião formada sobre o assunto até então (apenas gostava de Raul Seixas por influência familiar) nem afirmava o que amigos diziam e muito menos tinha curiosidade de conhecer as diversas bandas nacionais que estavam no melhor momento e rolando muito nas rádios. Um certo dia eu estava andando pelo centro da cidade e ao passar pelo loja de discos onde sempre entrava para ver e xeretar alguns lançamento ou discos que ainda não conhecia, acabei sendo surpreendido ao ver no canto da loja uma parte destinada para bandas nacionais e tinha uma caixa com a seguinte palavra “Promoção”, e claro que como um bom e qualquer brasileiro quando se lê essa palavra mágica, tive que correr para ver se tinha algo que me agrade por um bom preço.

Dentro da caixa continha vários vinis e o da frente era este do Ira! e com um adesivo na capa escrito “Incluindo o sucesso Flores em Você, tema de abertura da novela O Outro“. Fiquei olhando e não tinha muito dinheiro, mas daria para comprar este disco e depois de olhar outras coisas decidi comprá-lo. Cheguei em casa e fui para o meu ritual, que era ficar no meu quarto, colocar o disco para rodar e acompanhar as músicas lendo o encarte e degustando as canções e a partir dai percebi que a música boa não tem nacionalidade, não tem cor, não tem gênero e sim é aquela que te proporciona prazer em ouví-la e este disco abriu meus olhos e meus ouvidos para o rock nacional e a partir dai minha lista de discos pretendidos aumentaram significativamente. Viva o Rock Nacional ! 

Faixas:

1 – Envelheço Na Cidade 2 – Casa De Papel 3 – Dias de Luta 4 – Tanto Quanto Eu 5 – Vitrine Viva 6 – Flores Em Você 7 – Quinze Anos (Vivendo E Não Aprendendo) 8 – Nas Ruas 9 – Gritos Na Multidão 10 – Pobre Paulista

Sepultura – Chaos A.D

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Chaos A.D é o quinto álbum de estúdio da banda Sepultura, lançado em 1993. A banda brasileira de metal surgiu em 1984, criada pelos irmãos Max Cavalera e Igor Cavalera em Belo Horizonte- MG. O álbum vendeu mais de um milhão de cópias, sendo considerado um dos melhores da banda. A revista Rolling Stone publicou a lista dos 100 maiores discos da música brasileira, na qual Chaos A.D ocupou a 46ª posição.

A primeira vez que eu ouvi “Orgasmatron” passando no Clip Trip na  TV Gazeta, apresentado pelo Beto Rivera, eu tive um orgasmo (sem trocadinho). Não sabia que se tratava de um cover do Motorhead, mas aquela música tinha entrado em minha mente de tal maneira que eu precisava saber tudo sobre a tal banda. Quem era o Sepultura?

No início da década de 90 não tinha internet, pesquisar não era nada fácil e como no ginásio era necessário fazer muitos trabalhos e assim frequentar bibliotecas, uni o útil e o agradável e consegui buscar informações através de jornais e revistas antigas que estavam disponíveis para consulta e para a minha sorte, encontrei uma revista Show Bizz lançada na época do Rock In Rio 1991 que continha informações sobre todas as bandas participantes do evento incluindo a grande atração nacional: Sepultura.

Deste dia em diante comecei a ser um grande fã da banda e a minha paixão pelo metal aumentou, comecei a comprar todos os discos, shows em fita VHS (Under Siege e  Donington Park). Comecei a colecionar palhetas, adesivos e diversas camisetas da banda e a primeira camiseta que tive foi uma da Vision Street Wear com o S tribal estampado no meio da bandeira do Brasil. Um clássico que ainda tenho guardado com carinho em meu guarda roupas.

Ainda estando no período pré Chaos AD, todas as revistas de rock da época no qual tinha entrevista com a banda, era relatado que este álbum seria diferente do seu antecessor Arise (que tanto amo, afinal tem  “Orgasmatron”). Passei meses colecionando tudo que se podia da banda até o grande dia do lançamento e recordo que com o álbum veio o lançamento do single “Territory” juntamente com o clipe que foi mostrado pela primeira vez na televisão através do programa Fantástico da rede Globo e acabei comprando o álbum nas duas versões existentes na época: vinil e fita cassete.

The Chaos A.D World Tour começou em outubro de 1993, passou aqui em São Paulo no final do ano em um show histórico no Aramaçan em Santo André. Tinha quinze anos, camiseta da banda, calça preta, coturno, cabelo quase na cintura e com a barba já tomando espaços no meu rosto, ajudando a compor meu visual metaleiro e assim fui para o primeiro show da minha vida assistir a banda que mais gostava. O show foi incrível, a abertura ficou por conta da banda P.U.S (Porrada Ultra Suicida) que contava na época com a guitarrista Syang que ficou famosa depois, mas não por seus dotes musicais e sim outros dotes que mostrou em revistas masculinas.

Fora a banda de abertura, outra atração inesquecível para mim foi a presença do apresentador Vitão Bonesso do programa Backstage da rádio Kiss Fm, apresentando as bandas antes de subir ao palco. Esta foi a minha iniciação de verdade no mundo do metal, onde pude me vestir, estar ao lado de milhares de headbangers batendo a cabeça e voltar para a casa em êxtase. Feliz também ficou a minha mãe, quando viu que eu voltei para casa depois do tão atormentador show de rock (para ela) estando completamente sóbrio e sem fraturas.

Faixas:

  1. “Refuse/Resist” – 3:19
  2. “Territory” – 4:47
  3. “Slave New World” – 2:54
  4. “Amen” – 4:27
  5. “Kaiowas” – 3:43
  6. “Propaganda” – 3:32
  7. “Biotech Is Godzilla” – 1:52
  8. “Nomad” – 4:58
  9. “We Who Are Not As Others” – 3:42
  10. “Manifest” – 4:46
  11. “The Hunt” (cover do New Model Army) – 3:59
  12. “Clenched Fist” – 4:57
  13. “Polícia” (cover dos Titãs) – 1:48 *

* Está disponível apenas na versão brasileira.

The Smiths – The Best I e II

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The Smiths foi uma banda britânica formada em Manchester em 1982, os críticos consideram a banda como sendo a mais importante banda de rock alternativo a surgir nos anos 80 . A banda lançou quatro álbuns, várias coletâneas, diversos singles e encerraram suas suas atividades em 1987 e sem dúvidas entre todas as coletâneas lançadas, esses The Best I e II são simplesmente essencial na estante de qualquer amante de boa música.

Sempre achei o som da banda uma mistura de gótico com letras punk e foi trilha sonora de muitas aventuras, festas e até paqueras. Com 14 anos já estava pelas festas, bares da cidade ao lado de amigos e numa dessas festas encontramos algumas garotas que moravam perto de nós e acabou rolando uma amizade sem regras e sem sexo. O grande detalhe era que elas moram na rua de frente para um dos cemitérios da cidade e o pai de uma das garotas era um assíduo frequentador de igreja e pelo menos umas três vezes por semana ele ia para o culto e como diz aquele ditado (quando o gato sai os ratos fazem a festa) e lá estávamos nós encarregados de levar as bebidas e discos para ouvirmos todos juntos durante essas horas que tínhamos livres a noite.

Muitas vezes saímos de casa com os discos dos Smiths embaixo do braço, passávamos no bar e comprávamos uma garrafa de vodca ou de campari (que era a bebida que as garotas mais gostavam) e íamos ao encontro delas. Mas como o pai da garota que cedia a casa para nossa pequena reunião jamais poderia saber de nossa existência, ficávamos escondidos dentro do cemitério esperando a hora de descer a rua. Sentávamos numa lápide de uma jovem bonita e de lá tínhamos visão da rua toda, mas de fora não se via nada para dentro do cemitério além da escuridão e as noites costumavam ser assim. Quando escutávamos o ronco do opala preto do pai da garota fazendo a curva para a avenida, nos pulávamos o muro e descíamos a rua pra mais algumas horas de muitas bebidas e rock n roll.

Mas nem tudo são flores e em uma certa noite de luar, estávamos sentados na lápide daquela linda moça e sem ao menos esperar fui surpreendido com uma gravata por trás e senti meu pescoço virando e não esqueço as palavras que ecoaram pelas árvores. – O que vocês estão fazendo aqui seus góticos de merda? Estão destruindo o cemitério e usando drogas não é?
– Irão todos para a delegacia agora, isso não é hora de criança estar pelas ruas e muito menos dentro de um cemitério. Seus pais sabem aonde vocês estão?
Eu com a voz trêmula respondi:
– Não senhor, entramos somente porque tinha alguns homens atrás de nós, eles queriam roubar nossos tênis (naquela época roubar tênis e bonés era moda). Por isso estamos esperando um pouco para ir embora. Por favor, não conte para os nossos pais.

E assim meu desejo foi realizado, os guardas municipais nos liberaram depois de um breve cochicho entre eles e pelo o que consegui ouvir, creio que o filho de um deles tinha sido assaltado dias antes e eles se comoveram com a minha história. E também foi a última vez que entramos no cemitério com esse propósito e um tempo depois as festinhas acabaram, pois como sempre toda rua tem um vizinho chato e o daquela rua acabou contando sobre nossa visita para os pais da garota e assim a nossa festa rock and roll virou apenas um bom roteiro para a sessão da tarde na rede Globo.

Faixas:

01 –  This Charming Man
02 –  William, It Was Really Nothing
03 –  What Difference Does It Make?
04 –  Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before
05 –  Girlfriend in a Coma
06 –  Half a Person
07 –  Rubber Ring
08 –  How Soon Is Now?
09 –  Hand in Glove
10 –  Shoplifters of the World Unite
11 –  Sheila Take a Bow
12 –  Some Girls Are Bigger Than Others
13 –  Panic
14 –  Please, Please, Please Let Me Get What I Want
15 –  The Boy with the Thorn in His Side
16 –  The Headmaster Ritual
17 –  Heaven Knows I’m Miserable Now
18 –  Ask
19 –  Oscillate Wildly
20 –  Nowhere Fast
21 –  Still Ill
22 –  Bigmouth Strikes Again
23 –  That Joke Isn’t Funny Anymore
24 –  Shakespeare’s Sister
25 –  Girl Afraid
26 –  Reel Around the Fountain
27 –  Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
28 –  There Is a Light That Never Goes Out

Pink Floyd – Wish You Were Here

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Wish You Were Here é o nono álbum de estúdio da banda britânica de rock progressivo Pink Floyd, lançado em Setembro de 1975. O álbum é um tributo ao seu fundador Syd Barrett e explora temas como a ausência e a deterioração mental que o músico teve devido o uso abusivo de drogas e assim tendo que abandonar precocemente a banda após a gravação do segundo disco “A Saucerful of Secrets” lançado em 1968. Reza uma lenda que o próprio apareceu no estúdio durante a gravação deste álbum e nem os membros da banda o reconheceram de imediato devido sua mutação e insanidade, desaparecendo novamente logo  depois  se tornando um recluso em sua residência.

Pink Floyd é certamente uma das bandas mais significativas em minha vida, antes de conhecer a música Floydiana eu só conhecia a banda de nome e cheguei a pensar que se tratava de uma banda de metal, afinal no começo dos anos 90 a grande moda era o metal ou grunge. Por coincidência ou não, esta capa (acima) tem tudo a ver com este dia no qual escrevo este texto, está um calor de invejar seres do inferno e não arriscaria a dar a mão para ninguém nas ruas de São Paulo em vão.

Tinha meus doze para treze anos e meu primo Fabiano ou as vezes Fabicha como era chamado carinhosamente por seus amigos e familiares mais zoeiros assim como eu, devido ele ser um grande fanático torcedor (sofredor) do São Paulo Futebol Clube e era realmente tão fanático que esquecia até de conhecer as menininhas (mas hoje em dia ele está casado e com mulher, antes que alguém me pergunte). Mas o fato é que fui com ele na casa de seu amigo de escola e que agora não recordo seu nome, só sei que este amigo era um grande colecionador de discos de vinil e ao ver aqueles discos empilhados em caixas, prateleiras e até na parede me despertou uma paixão enorme e se hoje sou um grande amante do Rock, este amigo do meu primo é o grande culpado (obrigado por me salvar do Funk). 

O primeiro vinil que peguei emprestado foi esta obra prima e logo de cara nos primeiros acordes de “Shine On You Crazy Diamond”, me fez ficar tão alucinado, que deixaria o doido original Syd Barrett com inveja e acabei fazendo este álbum rodar e rodar por várias semanas na vitrola antes de devolver após ter conseguido comprar o meu e até violão eu quis aprender para poder dedilhar a encantadora “Wish You Were Here”, canção esta que muitas vezes depois quando já tinha idade para apreciar coisas que o meu primo não tinha afeição (me perdoe pelo Cyberbullying) só para tocá-la em momentos românticos.

Este álbum está listado na 209ª posição da lista “500 Melhores Álbuns de Sempre” da revista Rolling Stone. David Gilmour e Richard Wright já declararam que “Wish You Were Here” é o álbum da banda favorito de ambos e certamente é o meu preferido também, obviamente aprecio a obra toda desses britânicos e com prazer escreverei sobre outros clássicos Floydiano, mas este como foi o primeiro disco de vinil, a gente nunca esquece.

Parte do complexo de estúdios da Warner Bros, onde a capa do álbum foi fotografada.

Parte do complexo de estúdios da Warner Bros, onde a capa do álbum foi fotografada.

PS. Se eu conseguir lembrar o nome do amigo do meu primo, eu faço questão de mencioná-lo.

Faixas:

01 – Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
02 – Welcome To the Machine
03 – Have a Cigar
04 – Wish You Were Here
05 – Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9)

30 anos do Rock in Rio: AC/DC

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Na semana passada fez 30 anos que rolou o primeiro evento do Rock in Rio e foi exatamente no dia 15/01/1985 que tivemos o fantástico AC/DC ( que é uma das bandas do meu coração, está no topo entre as milhares que adoro) fechando a quinta noite do festival. O público de 300 mil pessoas ainda tiveram o prazer ou desprazer se for o caso de acompanhar os shows das bandas Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Eduardo Dusek, Barão Vermelho e Scorpions.

Set List: 

01. Guns for Hire
02. Shoot to Thrill
03. Sin City
04. Shot Down in Flames
05. Back in Black
06. Have a Drink on Me
07. Bad Boy Boogie
08. Rock and Roll Ain’t Noise Pollution
09. Hells Bells
10. The Jack
11. Jailbreak
12. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
13. Highway to Hell
14. Whole Lotta Rosie
15. Let There Be Rock
Encore:
16. For Those About to Rock (We Salute You)